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MIRANDA DO CORVO - AREA DE SERVIÇO PARA AC's

Apontamento AuToCaRaVaNiStA:


A informação foi obtida no Posto de Turismo. Muito fácil de chegar lá. Aliás, quase somos obrigados a passar por lá. Parque de estacionamento numa zona de prédios, com todo o sistema da A.S. a funcionar, só não testamos a tomada eléctrica. Ver coordenadas na nossa Tabela de Áreas de Serviço.
O sistema das grelhas de escoamento das águas cinzentas está desenquadrada. Foi o único reparo a merecer atenção. Esta é uma área certificada pelo CPA.

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MIRANDA DO CORVO - AREA DE SERVIÇO PARA AC's

Apontamento AuToCaRaVaNiStA:


A informação foi obtida no Posto de Turismo. Muito fácil de chegar lá. Aliás, quase somos obrigados a passar por lá. Parque de estacionamento numa zona de prédios, com todo o sistema da A.S. a funcionar, só não testamos a tomada eléctrica. Ver coordenadas na nossa Tabela de Áreas de Serviço.
O sistema das grelhas de escoamento das águas cinzentas está desenquadrada. Foi o único reparo a merecer atenção. Esta é uma área certificada pelo CPA.

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MIRANDA DO CORVO - AREA DE SERVIÇO PARA AC's

Nota Autocaravanista:

A informação foi obtida no Posto de Turismo. Muito fácil de chegar lá. Aliás, quase somos obrigados a passar por lá. Parque de estacionamento numa zona de prédios, com todo o sistema da A.S. a funcionar, só não testamos a tomada eléctrica. O sistema das grelhas de escoamento das águas cinzentas está desenquadrada. Foi o único reparo a merecer atenção. Esta é uma área certificada pelo CPA.

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Nota Autocaravanista:

A informação foi obtida no Posto de Turismo. Muito fácil de chegar lá. Aliás, quase somos obrigados a passar por lá. Parque de estacionamento numa zona de prédios, com todo o sistema da A.S. a funcionar, só não testamos a tomada eléctrica. O sistema das grelhas de escoamento das águas cinzentas está desenquadrada. Foi o único reparo a merecer atenção. Esta é uma área certificada pelo CPA.

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A informação foi obtida no Posto de Turismo. Muito fácil de chegar lá. Aliás, quase somos obrigados a passar por lá. Parque de estacionamento numa zona de prédios, com todo o sistema da A.S. a funcionar, só não testamos a tomada eléctrica. O sistema das grelhas de escoamento das águas cinzentas está desenquadrada. Foi o único reparo a merecer atenção. Esta é uma área certificada pelo CPA.


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Nota Autocaravanista:


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A informação foi obtida no Posto de Turismo. Muito fácil de chegar lá. Aliás, quase somos obrigados a passar por lá. Parque de estacionamento numa zona de prédios, com todo o sistema da A.S. a funcionar, só não testamos a tomada eléctrica. O sistema das grelhas de escoamento das águas cinzentas está desenquadrada. Foi o único reparo a merecer atenção. Esta é uma área certificada pelo CPA.


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Nota Autocaravanista:


A informação foi obtida no Posto de Turismo. Muito fácil de chegar lá. Aliás, quase somos obrigados a passar por lá. Parque de estacionamento numa zona de prédios, com todo o sistema da A.S. a funcionar, só não testamos a tomada eléctrica. O sistema das grelhas de escoamento das águas cinzentas está desenquadrada. Foi o único reparo a merecer atenção. Esta é uma área certificada pelo CPA.


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Nota Autocaravanista:


A informação foi obtida no Posto de Turismo. Muito fácil de chegar lá. Aliás, quase somos obrigados a passar por lá. Parque de estacionamento numa zona de prédios, com todo o sistema da A.S. a funcionar, só não testamos a tomada eléctrica. O sistema das grelhas de escoamento das águas cinzentas está desenquadrada. Foi o único reparo a merecer atenção. Esta é uma área certificada pelo CPA.


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Nota Autocaravanista:


A informação foi obtida no Posto de Turismo. Muito fácil de chegar lá. Aliás, quase somos obrigados a passar por lá. Parque de estacionamento numa zona de prédios, com todo o sistema da A.S. a funcionar, só não testamos a tomada eléctrica. O sistema das grelhas de escoamento das águas cinzentas está desenquadrada. Foi o único reparo a merecer atenção. Esta é uma área certificada pelo CPA.


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MIRANDA DO CORVO - COIMBRA


Apontamento AuToCaRaVaNiStA:
Miranda do Corvo, é sede de Concelho e pertence ao Distrito de Coimbra, e é denominada de Capital da Chanfana . Decorre entre finais de Abril e princípios de Maio a semana gastronómica da Chanfana. Depois de uma incursão ao Posto de Turismo para recolher informação das aldeias de xisto, e dos restaurantes aderentes á semana gastronómica, fomos recebidos com a cortesia habitual do interior relativamente ao Turista que os visita. Para além da literatura, ainda nos ofertaram um chapéu de Sol, já que estava um belo dia solarengo, e veio mesmo a calhar. O restaurante Fika Keto foi o escolhido já que fica alí a poucos metros do posto de Turismo. Restaurante simples no seu interior, mas com um garfo bem apaladado, e um vinho palhete que só pecou por ser um almoço, e não se poder abusar um pouco mais no vinho da região, que por sinal estava fresquinho a condizer com o calor que se fazia sentir. Eu cá neste tipo de repastos gosto mais do jantar, para me esticar mais do que a cama permite.

                  HISTÓRIA:

Com o castelo aparece o povoado que com o tempo e a influência, relacionada com a defesa militar, seria o centro que ligaria com Penela a sul, e se estenderia para nascente até Arouca e quase à margem esquerda do Alva, exercendo na região certa hegemonia que se foi mantendo.
No ano de 1116, o castelo de Miranda foi tomado pelos sarracenos, tendo havido muitas vítimas e sendo levados para o cativeiro um elevado número de habitantes, fruto do avanço muçulmano na linha fronteiriça do Mondego. Vinte anos depois – 19 de Novembro de 1136 – os habitantes de Miranda recebiam foral de D. Afonso Henriques; não directamente, mas nas pessoas do donatário Uzberto e de sua esposa Marinha. Foi este foral depois confirmado por D. Afonso II.
O concelho abrangia então vasta área, que ia quase do Ceira, perto de Coimbra, até à ribeira de Alje, a sul das serras, compreendendo aproximadamente as actuais freguesias de Miranda, Lamas, Vila Nova e a perdida Campelo.

Actualmente o concelho é constituído por cinco freguesias e respectivos patronos: a do Salvador, na vila, que é a matriz; a do Espirito Santo de Lamas, anexa desde os tempos primitivos; a de S. João, de Vila Nova, criada à custa da matriz em 1905; a de Santiago de Rio de Vide, integrada no concelho em 1853; e a da Senhora da Assunção de Semide, integrada também naquele ano. Deixou de pertencer ao concelho a freguesia da Senhora da Graça, de Campelo, que passou para Figueiró dos Vinhos, nos começos do regime liberal.

Esteve a vila sob diversos senhorios como era costume na monarquia: encontrou-se no dos Coelhos até à subida do Mestre de Avis ao trono, em fins do séc. XIV. Passou depois aos Sousas de Arronches. Em 1611 foi criado o título de Conde de Miranda do Corvo, na pessoa de Henrique de Sousa Tavares, daquela Casa. O terceiro conde teve o título de Marquês de Arronches, pelo qual ficaram a ser mais conhecidos. Por casamento passou este senhorio à casa dos duques de Lafões.
Em fins do séc. XVIII havia na vila a família dos Vasconcelos e Silva; a dos Arnáos – ou Arnaut – ; e a dos Silvas, cujo último rebento, Joaquim Vitorino da Silva, veio a ser, no regime constitucional, o Barão de Miranda do Corvo.

A terceira invasão francesa trouxe novamente ao concelho algum protagonismo pela sua localização na linha estratégica de movimentação dos exércitos: parte do combate de Casal Novo, que decorreu na madrugada de 14 de Março de 1811, deu-se na freguesia de Lamas. As consequências da guerra foram grandes para a população pela carestia de géneros que sobreveio, pelos estragos materiais – Ney mandou incendiar a vila! - e pela grande epidemia que assolou as freguesias durante os meses seguintes.

A arquitectura civil

O desaparecido Castelo: do cruzamento do vale do Dueça com a larga passagem ao longo da cordilheira, surgiu um ponto de apoio para a defesa de Coimbra, de que resultou a erecção de um castelo no cabeço que hoje domina a vila. Dele restam apenas a base da actual torre sineira e uma velha cisterna. No início do séc. XX ainda era possível vislumbrar as cantarias quinhentistas daquela torre que o tempo perpetuou.
Hipoteticamente, no início, este morro seria uma simples e elementar fortificação para aguentar, por este lado, o embate das correrias dos muçulmanos. Aproveitando os declives e aspereza do cabeço, formaria um conjunto de torres ligadas por cortinas. Depois, com a reconstrução de 1136, as muralhas teriam outra traça e seriam de alvenaria sólida. A porta principal de entrada seria, supostamente, ao cimo da calçada que sobe da vila; a igreja era então pequena, construída onde hoje está a capela-mor da actual, havendo assim espaço suficiente para uma pequena praça de armas.
A primeira referência que temos do castelo é a do assédio e tomada pelos muçulmanos em 1116. Neste ano, durante a regência de D. Teresa, perante a investida do forte exército muçulmano, o castelo foi a terra, a guarnição trucidada e a população local, como a da região, morta, escravizada ou dispersa. Foi pelos anos de 1136 que o primeiro rei de Portugal, com a noção clara dos seus planos, levantou naquele cabeço, então de certo solitário, as novas muralhas do castelo; e fazendo renascer o povoado, organizou politicamente a região dando-lhe foral naquele mesmo ano. É deste ano de 1136 que se pode contar a origem histórica da vila e do seu concelho.
Nas lutas entre D. Sancho I e Afonso III, Conde de Bolonha, apoiou aquele monarca. Em 1383, como estava dentro das muralhas João Afonso Telo, este abriu ao rei castelhano as suas portas. A construção foi-se arruinando com o passar dos séculos.
A última torre do castelo, desmorona-se a 7 de Maio de 1799; parte desta pedra foi aproveitada em 1803 na reconstrução da ponte do Corvo, sobre o Alhêda.

As ruas e as casas antigas: em Miranda do Corvo subsistem algumas casas centenárias pertencentes a famílias tradicionais, embora modificadas ou em ruínas. Na rua da Sra. da Conceição – provavelmente a mais antiga rua da vila -, entre a igreja da Sra. da Boa Morte e a Matriz, vê-se uma casa térrea e incaracterística, do séc. XIX, com um pequeno nicho e imagem daquela titular, que representa o Antigo Hospital de Nossa Senhora da Conceição.
Quer o Hospital da Sra. da Conceição, quer a albergaria inclusa, foram fundados certamente no segundo quartel do séc. XVI. Estas duas instituições nasceram de iniciativa particular. Tiveram como corpo directivo a Confraria Leiga da Sra. do Rosário que deveria andar dentro da influência da Casa de Arronches.
Quanto à albergaria, Miranda era atravessada por uma estrada que vinha dos altos de Chão de Lamas – onde cruzava com a estrada Coimbra-Podentes – e seguia para a Lousã, juntando-se na vizinha povoação do Corvo, com a estrada real que, vinda de Lisboa, atravessava o concelho desde a Sandoeira ao Padrão e seguia por Foz de Arouce para a Mucela e daqui para a Beira Alta. Miranda era pois ponto de passagem forçada da Estremadura para a Beira.
Do Hospital subsistem mais elementos pois esses viajantes vinham muitas vezes doentes e o obituário da freguesia dá conta dos muitos que não resistiram, sendo depois enterrados no adro em frente à actual Boa Morte. Crava-se aqui na frontaria da casa beneficente.
Fonte: cm-mirandadocorvo.pt

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MIRANDA DO CORVO - COIMBRA


Apontamento AuToCaRaVaNiStA:
Miranda do Corvo, é sede de Concelho e pertence ao Distrito de Coimbra, e é denominada de Capital da Chanfana . Decorre entre finais de Abril e princípios de Maio a semana gastronómica da Chanfana. Depois de uma incursão ao Posto de Turismo para recolher informação das aldeias de xisto, e dos restaurantes aderentes á semana gastronómica, fomos recebidos com a cortesia habitual do interior relativamente ao Turista que os visita. Para além da literatura, ainda nos ofertaram um chapéu de Sol, já que estava um belo dia solarengo, e veio mesmo a calhar. O restaurante Fika Keto foi o escolhido já que fica alí a poucos metros do posto de Turismo. Restaurante simples no seu interior, mas com um garfo bem apaladado, e um vinho palhete que só pecou por ser um almoço, e não se poder abusar um pouco mais no vinho da região, que por sinal estava fresquinho a condizer com o calor que se fazia sentir. Eu cá neste tipo de repastos gosto mais do jantar, para me esticar mais do que a cama permite.

                  HISTÓRIA:

Com o castelo aparece o povoado que com o tempo e a influência, relacionada com a defesa militar, seria o centro que ligaria com Penela a sul, e se estenderia para nascente até Arouca e quase à margem esquerda do Alva, exercendo na região certa hegemonia que se foi mantendo.
No ano de 1116, o castelo de Miranda foi tomado pelos sarracenos, tendo havido muitas vítimas e sendo levados para o cativeiro um elevado número de habitantes, fruto do avanço muçulmano na linha fronteiriça do Mondego. Vinte anos depois – 19 de Novembro de 1136 – os habitantes de Miranda recebiam foral de D. Afonso Henriques; não directamente, mas nas pessoas do donatário Uzberto e de sua esposa Marinha. Foi este foral depois confirmado por D. Afonso II.
O concelho abrangia então vasta área, que ia quase do Ceira, perto de Coimbra, até à ribeira de Alje, a sul das serras, compreendendo aproximadamente as actuais freguesias de Miranda, Lamas, Vila Nova e a perdida Campelo.

Actualmente o concelho é constituído por cinco freguesias e respectivos patronos: a do Salvador, na vila, que é a matriz; a do Espirito Santo de Lamas, anexa desde os tempos primitivos; a de S. João, de Vila Nova, criada à custa da matriz em 1905; a de Santiago de Rio de Vide, integrada no concelho em 1853; e a da Senhora da Assunção de Semide, integrada também naquele ano. Deixou de pertencer ao concelho a freguesia da Senhora da Graça, de Campelo, que passou para Figueiró dos Vinhos, nos começos do regime liberal.

Esteve a vila sob diversos senhorios como era costume na monarquia: encontrou-se no dos Coelhos até à subida do Mestre de Avis ao trono, em fins do séc. XIV. Passou depois aos Sousas de Arronches. Em 1611 foi criado o título de Conde de Miranda do Corvo, na pessoa de Henrique de Sousa Tavares, daquela Casa. O terceiro conde teve o título de Marquês de Arronches, pelo qual ficaram a ser mais conhecidos. Por casamento passou este senhorio à casa dos duques de Lafões.
Em fins do séc. XVIII havia na vila a família dos Vasconcelos e Silva; a dos Arnáos – ou Arnaut – ; e a dos Silvas, cujo último rebento, Joaquim Vitorino da Silva, veio a ser, no regime constitucional, o Barão de Miranda do Corvo.

A terceira invasão francesa trouxe novamente ao concelho algum protagonismo pela sua localização na linha estratégica de movimentação dos exércitos: parte do combate de Casal Novo, que decorreu na madrugada de 14 de Março de 1811, deu-se na freguesia de Lamas. As consequências da guerra foram grandes para a população pela carestia de géneros que sobreveio, pelos estragos materiais – Ney mandou incendiar a vila! - e pela grande epidemia que assolou as freguesias durante os meses seguintes.

A arquitectura civil

O desaparecido Castelo: do cruzamento do vale do Dueça com a larga passagem ao longo da cordilheira, surgiu um ponto de apoio para a defesa de Coimbra, de que resultou a erecção de um castelo no cabeço que hoje domina a vila. Dele restam apenas a base da actual torre sineira e uma velha cisterna. No início do séc. XX ainda era possível vislumbrar as cantarias quinhentistas daquela torre que o tempo perpetuou.
Hipoteticamente, no início, este morro seria uma simples e elementar fortificação para aguentar, por este lado, o embate das correrias dos muçulmanos. Aproveitando os declives e aspereza do cabeço, formaria um conjunto de torres ligadas por cortinas. Depois, com a reconstrução de 1136, as muralhas teriam outra traça e seriam de alvenaria sólida. A porta principal de entrada seria, supostamente, ao cimo da calçada que sobe da vila; a igreja era então pequena, construída onde hoje está a capela-mor da actual, havendo assim espaço suficiente para uma pequena praça de armas.
A primeira referência que temos do castelo é a do assédio e tomada pelos muçulmanos em 1116. Neste ano, durante a regência de D. Teresa, perante a investida do forte exército muçulmano, o castelo foi a terra, a guarnição trucidada e a população local, como a da região, morta, escravizada ou dispersa. Foi pelos anos de 1136 que o primeiro rei de Portugal, com a noção clara dos seus planos, levantou naquele cabeço, então de certo solitário, as novas muralhas do castelo; e fazendo renascer o povoado, organizou politicamente a região dando-lhe foral naquele mesmo ano. É deste ano de 1136 que se pode contar a origem histórica da vila e do seu concelho.
Nas lutas entre D. Sancho I e Afonso III, Conde de Bolonha, apoiou aquele monarca. Em 1383, como estava dentro das muralhas João Afonso Telo, este abriu ao rei castelhano as suas portas. A construção foi-se arruinando com o passar dos séculos.
A última torre do castelo, desmorona-se a 7 de Maio de 1799; parte desta pedra foi aproveitada em 1803 na reconstrução da ponte do Corvo, sobre o Alhêda.

As ruas e as casas antigas: em Miranda do Corvo subsistem algumas casas centenárias pertencentes a famílias tradicionais, embora modificadas ou em ruínas. Na rua da Sra. da Conceição – provavelmente a mais antiga rua da vila -, entre a igreja da Sra. da Boa Morte e a Matriz, vê-se uma casa térrea e incaracterística, do séc. XIX, com um pequeno nicho e imagem daquela titular, que representa o Antigo Hospital de Nossa Senhora da Conceição.
Quer o Hospital da Sra. da Conceição, quer a albergaria inclusa, foram fundados certamente no segundo quartel do séc. XVI. Estas duas instituições nasceram de iniciativa particular. Tiveram como corpo directivo a Confraria Leiga da Sra. do Rosário que deveria andar dentro da influência da Casa de Arronches.
Quanto à albergaria, Miranda era atravessada por uma estrada que vinha dos altos de Chão de Lamas – onde cruzava com a estrada Coimbra-Podentes – e seguia para a Lousã, juntando-se na vizinha povoação do Corvo, com a estrada real que, vinda de Lisboa, atravessava o concelho desde a Sandoeira ao Padrão e seguia por Foz de Arouce para a Mucela e daqui para a Beira Alta. Miranda era pois ponto de passagem forçada da Estremadura para a Beira.
Do Hospital subsistem mais elementos pois esses viajantes vinham muitas vezes doentes e o obituário da freguesia dá conta dos muitos que não resistiram, sendo depois enterrados no adro em frente à actual Boa Morte. Crava-se aqui na frontaria da casa beneficente.
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MIRANDA DO CORVO - CAPITAL DA CHANFANA

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Miranda do Corvo é denominada de Capital da Chanfana e percebe-se porquê.Decorreu de 24 de Abril a 2 de Maio/2010 a semana gastronómica da Chanfana.Depois de uma incursão ao Posto de Turismo para recolher informação das aldeias de xisto, e dos restaurantes aderentes á semana gastronómica,fomos recebidos com a cortesia habitual do interior relativamente ao Turista que os visita. Para além da literatura, ainda nos ofertaram um chapéu de Sol, já que estava um belo dia solarengo, e veio mesmo a calhar.O restaurante Fika Keto foi o escolhido já que fica alí a poucos metros do posto de Turismo. Restaurante simples no seu interior, mas com um garfo bem apaladado, e um vinho palhete que só pecou por ser um almoço. Eu neste tipo de repastos gosto mais do jantar, para me esticar mais do que a cama permite.

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MIRANDA DO CORVO - CAPITAL DA CHANFANA

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Miranda do Corvo é denominada de Capital da Chanfana e percebe-se porquê.Decorreu de 24 de Abril a 2 de Maio/2010 a semana gastronómica da Chanfana.Depois de uma incursão ao Posto de Turismo para recolher informação das aldeias de xisto, e dos restaurantes aderentes á semana gastronómica,fomos recebidos com a cortesia habitual do interior relativamente ao Turista que os visita. Para além da literatura, ainda nos ofertaram um chapéu de Sol, já que estava um belo dia solarengo, e veio mesmo a calhar.O restaurante Fika Keto foi o escolhido já que fica alí a poucos metros do posto de Turismo. Restaurante simples no seu interior, mas com um garfo bem apaladado, e um vinho palhete que só pecou por ser um almoço. Eu neste tipo de repastos gosto mais do jantar, para me esticar mais do que a cama permite.

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MIRANDA DO CORVO - CAPITAL DA CHANFANA



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Miranda do Corvo é denominada de Capital da Chanfana e percebe-se porquê.
Decorreu de 24 de Abril a 2 de Maio/2010 a semana gastronómica da Chanfana.
Depois de uma incursão ao Posto de Turismo para recolher informação das aldeias de xisto, e dos restaurantes aderentes á semana gastronómica,fomos recebidos com a cortesia habitual do interior relativamente ao Turista que os visita. Para além da literatura, ainda nos ofertaram um chapéu de Sol, já que estava um belo dia solarengo, e veio mesmo a calhar.
O restaurante Fika Keto foi o escolhido já que fica alí a poucos metros do posto de Turismo. Restaurante simples no seu interior, mas com um garfo bem apaladado, e um vinho palhete que só pecou por ser um almoço. Eu neste tipo de repastos gosto mais do jantar, para me esticar mais do que a cama permite.



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Decorreu de 24 de Abril a 2 de Maio/2010 a semana gastronómica da Chanfana.
Depois de uma incursão ao Posto de Turismo para recolher informação das aldeias de xisto, e dos restaurantes aderentes á semana gastronómica,fomos recebidos com a cortesia habitual do interior relativamente ao Turista que os visita. Para além da literatura, ainda nos ofertaram um chapéu de Sol, já que estava um belo dia solarengo, e veio mesmo a calhar.
O restaurante Fika Keto foi o escolhido já que fica alí a poucos metros do posto de Turismo. Restaurante simples no seu interior, mas com um garfo bem apaladado, e um vinho palhete que só pecou por ser um almoço. Eu neste tipo de repastos gosto mais do jantar, para me esticar mais do que a cama permite.



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Decorreu de 24 de Abril a 2 de Maio/2010 a semana gastronómica da Chanfana.
Depois de uma incursão ao Posto de Turismo para recolher informação das aldeias de xisto, e dos restaurantes aderentes á semana gastronómica,fomos recebidos com a cortesia habitual do interior relativamente ao Turista que os visita. Para além da literatura, ainda nos ofertaram um chapéu de Sol, já que estava um belo dia solarengo, e veio mesmo a calhar.
O restaurante Fika Keto foi o escolhido já que fica alí a poucos metros do posto de Turismo. Restaurante simples no seu interior, mas com um garfo bem apaladado, e um vinho palhete que só pecou por ser um almoço. Eu neste tipo de repastos gosto mais do jantar, para me esticar mais do que a cama permite.



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Decorreu de 24 de Abril a 2 de Maio/2010 a semana gastronómica da Chanfana.
Depois de uma incursão ao Posto de Turismo para recolher informação das aldeias de xisto, e dos restaurantes aderentes á semana gastronómica,fomos recebidos com a cortesia habitual do interior relativamente ao Turista que os visita. Para além da literatura, ainda nos ofertaram um chapéu de Sol, já que estava um belo dia solarengo, e veio mesmo a calhar.
O restaurante Fika Keto foi o escolhido já que fica alí a poucos metros do posto de Turismo. Restaurante simples no seu interior, mas com um garfo bem apaladado, e um vinho palhete que só pecou por ser um almoço. Eu neste tipo de repastos gosto mais do jantar, para me esticar mais do que a cama permite.



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Depois de uma incursão ao Posto de Turismo para recolher informação das aldeias de xisto, e dos restaurantes aderentes á semana gastronómica,fomos recebidos com a cortesia habitual do interior relativamente ao Turista que os visita. Para além da literatura, ainda nos ofertaram um chapéu de Sol, já que estava um belo dia solarengo, e veio mesmo a calhar.
O restaurante Fika Keto foi o escolhido já que fica alí a poucos metros do posto de Turismo. Restaurante simples no seu interior, mas com um garfo bem apaladado, e um vinho palhete que só pecou por ser um almoço. Eu neste tipo de repastos gosto mais do jantar, para me esticar mais do que a cama permite.



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Decorreu de 24 de Abril a 2 de Maio/2010 a semana gastronómica da Chanfana.
Depois de uma incursão ao Posto de Turismo para recolher informação das aldeias de xisto, e dos restaurantes aderentes á semana gastronómica,fomos recebidos com a cortesia habitual do interior relativamente ao Turista que os visita. Para além da literatura, ainda nos ofertaram um chapéu de Sol, já que estava um belo dia solarengo, e veio mesmo a calhar.
O restaurante Fika Keto foi o escolhido já que fica alí a poucos metros do posto de Turismo. Restaurante simples no seu interior, mas com um garfo bem apaladado, e um vinho palhete que só pecou por ser um almoço. Eu neste tipo de repastos gosto mais do jantar, para me esticar mais do que a cama permite.



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MIRANDA DO CORVO

HISTÓRIA:

Com o castelo aparece o povoado que com o tempo e a influência, relacionada com a defesa militar, seria o centro que ligaria com Penela a sul, e se estenderia para nascente até Arouca e quase à margem esquerda do Alva, exercendo na região certa hegemonia que se foi mantendo.No ano de 1116, o castelo de Miranda foi tomado pelos sarracenos, tendo havido muitas vítimas e sendo levados para o cativeiro um elevado número de habitantes, fruto do avanço muçulmano na linha fronteiriça do Mondego. Vinte anos depois – 19 de Novembro de 1136 – os habitantes de Miranda recebiam foral de D. Afonso Henriques; não directamente, mas nas pessoas do donatário Uzberto e de sua esposa Marinha. Foi este foral depois confirmado por D. Afonso II.O concelho abrangia então vasta área, que ia quase do Ceira, perto de Coimbra, até à ribeira de Alje, a sul das serras, compreendendo aproximadamente as actuais freguesias de Miranda, Lamas, Vila Nova e a perdida Campelo. Actualmente o concelho é constituído por cinco freguesias e respectivos patronos: a do Salvador, na vila, que é a matriz; a do Espirito Santo de Lamas, anexa desde os tempos primitivos; a de S. João, de Vila Nova, criada à custa da matriz em 1905; a de Santiago de Rio de Vide, integrada no concelho em 1853; e a da Senhora da Assunção de Semide, integrada também naquele ano. Deixou de pertencer ao concelho a freguesia da Senhora da Graça, de Campelo, que passou para Figueiró dos Vinhos, nos começos do regime liberal.Esteve a vila sob diversos senhorios como era costume na monarquia: encontrou-se no dos Coelhos até à subida do Mestre de Avis ao trono, em fins do séc. XIV. Passou depois aos Sousas de Arronches. Em 1611 foi criado o título de Conde de Miranda do Corvo, na pessoa de Henrique de Sousa Tavares, daquela Casa. O terceiro conde teve o título de Marquês de Arronches, pelo qual ficaram a ser mais conhecidos. Por casamento passou este senhorio à casa dos duques de Lafões.Em fins do séc. XVIII havia na vila a família dos Vasconcelos e Silva; a dos Arnáos – ou Arnaut – ; e a dos Silvas, cujo último rebento, Joaquim Vitorino da Silva, veio a ser, no regime constitucional, o Barão de Miranda do Corvo.A terceira invasão francesa trouxe novamente ao concelho algum protagonismo pela sua localização na linha estratégica de movimentação dos exércitos: parte do combate de Casal Novo, que decorreu na madrugada de 14 de Março de 1811, deu-se na freguesia de Lamas. As consequências da guerra foram grandes para a população pela carestia de géneros que sobreveio, pelos estragos materiais – Ney mandou incendiar a vila! - e pela grande epidemia que assolou as freguesias durante os meses seguintes.A arquitectura civilO desaparecido Castelo: do cruzamento do vale do Dueça com a larga passagem ao longo da cordilheira, surgiu um ponto de apoio para a defesa de Coimbra, de que resultou a erecção de um castelo no cabeço que hoje domina a vila. Dele restam apenas a base da actual torre sineira e uma velha cisterna. No início do séc. XX ainda era possível vislumbrar as cantarias quinhentistas daquela torre que o tempo perpetuou.Hipoteticamente, no início, este morro seria uma simples e elementar fortificação para aguentar, por este lado, o embate das correrias dos muçulmanos. Aproveitando os declives e aspereza do cabeço, formaria um conjunto de torres ligadas por cortinas. Depois, com a reconstrução de 1136, as muralhas teriam outra traça e seriam de alvenaria sólida. A porta principal de entrada seria, supostamente, ao cimo da calçada que sobe da vila; a igreja era então pequena, construída onde hoje está a capela-mor da actual, havendo assim espaço suficiente para uma pequena praça de armas.A primeira referência que temos do castelo é a do assédio e tomada pelos muçulmanos em 1116. Neste ano, durante a regência de D. Teresa, perante a investida do forte exército muçulmano, o castelo foi a terra, a guarnição trucidada e a população local, como a da região, morta, escravizada ou dispersa. Foi pelos anos de 1136 que o primeiro rei de Portugal, com a noção clara dos seus planos, levantou naquele cabeço, então de certo solitário, as novas muralhas do castelo; e fazendo renascer o povoado, organizou politicamente a região dando-lhe foral naquele mesmo ano. É deste ano de 1136 que se pode contar a origem histórica da vila e do seu concelho.Nas lutas entre D. Sancho I e Afonso III, Conde de Bolonha, apoiou aquele monarca. Em 1383, como estava dentro das muralhas João Afonso Telo, este abriu ao rei castelhano as suas portas. A construção foi-se arruinando com o passar dos séculos.A última torre do castelo, desmorona-se a 7 de Maio de 1799; parte desta pedra foi aproveitada em 1803 na reconstrução da ponte do Corvo, sobre o Alhêda.As ruas e as casas antigas: em Miranda do Corvo subsistem algumas casas centenárias pertencentes a famílias tradicionais, embora modificadas ou em ruínas. Na rua da Sra. da Conceição – provavelmente a mais antiga rua da vila -, entre a igreja da Sra. da Boa Morte e a Matriz, vê-se uma casa térrea e incaracterística, do séc. XIX, com um pequeno nicho e imagem daquela titular, que representa o Antigo Hospital de Nossa Senhora da Conceição.Quer o Hospital da Sra. da Conceição, quer a albergaria inclusa, foram fundados certamente no segundo quartel do séc. XVI. Estas duas instituições nasceram de iniciativa particular. Tiveram como corpo directivo a Confraria Leiga da Sra. do Rosário que deveria andar dentro da influência da Casa de Arronches.Quanto à albergaria, Miranda era atravessada por uma estrada que vinha dos altos de Chão de Lamas – onde cruzava com a estrada Coimbra-Podentes – e seguia para a Lousã, juntando-se na vizinha povoação do Corvo, com a estrada real que, vinda de Lisboa, atravessava o concelho desde a Sandoeira ao Padrão e seguia por Foz de Arouce para a Mucela e daqui para a Beira Alta. Miranda era pois ponto de passagem forçada da Estremadura para a Beira.Do Hospital subsistem mais elementos pois esses viajantes vinham muitas vezes doentes e o obituário da freguesia dá conta dos muitos que não resistiram, sendo depois enterrados no adro em frente à actual Boa Morte. Crava-se aqui na frontaria da casa beneficente.

Fonte: www.cm-mirandadocorvo.pt

COPYRIGHT AuToCaRaVaNiStA

by jbmendes

MIRANDA DO CORVO

HISTÓRIA:

Com o castelo aparece o povoado que com o tempo e a influência, relacionada com a defesa militar, seria o centro que ligaria com Penela a sul, e se estenderia para nascente até Arouca e quase à margem esquerda do Alva, exercendo na região certa hegemonia que se foi mantendo.No ano de 1116, o castelo de Miranda foi tomado pelos sarracenos, tendo havido muitas vítimas e sendo levados para o cativeiro um elevado número de habitantes, fruto do avanço muçulmano na linha fronteiriça do Mondego. Vinte anos depois – 19 de Novembro de 1136 – os habitantes de Miranda recebiam foral de D. Afonso Henriques; não directamente, mas nas pessoas do donatário Uzberto e de sua esposa Marinha. Foi este foral depois confirmado por D. Afonso II.O concelho abrangia então vasta área, que ia quase do Ceira, perto de Coimbra, até à ribeira de Alje, a sul das serras, compreendendo aproximadamente as actuais freguesias de Miranda, Lamas, Vila Nova e a perdida Campelo. Actualmente o concelho é constituído por cinco freguesias e respectivos patronos: a do Salvador, na vila, que é a matriz; a do Espirito Santo de Lamas, anexa desde os tempos primitivos; a de S. João, de Vila Nova, criada à custa da matriz em 1905; a de Santiago de Rio de Vide, integrada no concelho em 1853; e a da Senhora da Assunção de Semide, integrada também naquele ano. Deixou de pertencer ao concelho a freguesia da Senhora da Graça, de Campelo, que passou para Figueiró dos Vinhos, nos começos do regime liberal.Esteve a vila sob diversos senhorios como era costume na monarquia: encontrou-se no dos Coelhos até à subida do Mestre de Avis ao trono, em fins do séc. XIV. Passou depois aos Sousas de Arronches. Em 1611 foi criado o título de Conde de Miranda do Corvo, na pessoa de Henrique de Sousa Tavares, daquela Casa. O terceiro conde teve o título de Marquês de Arronches, pelo qual ficaram a ser mais conhecidos. Por casamento passou este senhorio à casa dos duques de Lafões.Em fins do séc. XVIII havia na vila a família dos Vasconcelos e Silva; a dos Arnáos – ou Arnaut – ; e a dos Silvas, cujo último rebento, Joaquim Vitorino da Silva, veio a ser, no regime constitucional, o Barão de Miranda do Corvo.A terceira invasão francesa trouxe novamente ao concelho algum protagonismo pela sua localização na linha estratégica de movimentação dos exércitos: parte do combate de Casal Novo, que decorreu na madrugada de 14 de Março de 1811, deu-se na freguesia de Lamas. As consequências da guerra foram grandes para a população pela carestia de géneros que sobreveio, pelos estragos materiais – Ney mandou incendiar a vila! - e pela grande epidemia que assolou as freguesias durante os meses seguintes.A arquitectura civilO desaparecido Castelo: do cruzamento do vale do Dueça com a larga passagem ao longo da cordilheira, surgiu um ponto de apoio para a defesa de Coimbra, de que resultou a erecção de um castelo no cabeço que hoje domina a vila. Dele restam apenas a base da actual torre sineira e uma velha cisterna. No início do séc. XX ainda era possível vislumbrar as cantarias quinhentistas daquela torre que o tempo perpetuou.Hipoteticamente, no início, este morro seria uma simples e elementar fortificação para aguentar, por este lado, o embate das correrias dos muçulmanos. Aproveitando os declives e aspereza do cabeço, formaria um conjunto de torres ligadas por cortinas. Depois, com a reconstrução de 1136, as muralhas teriam outra traça e seriam de alvenaria sólida. A porta principal de entrada seria, supostamente, ao cimo da calçada que sobe da vila; a igreja era então pequena, construída onde hoje está a capela-mor da actual, havendo assim espaço suficiente para uma pequena praça de armas.A primeira referência que temos do castelo é a do assédio e tomada pelos muçulmanos em 1116. Neste ano, durante a regência de D. Teresa, perante a investida do forte exército muçulmano, o castelo foi a terra, a guarnição trucidada e a população local, como a da região, morta, escravizada ou dispersa. Foi pelos anos de 1136 que o primeiro rei de Portugal, com a noção clara dos seus planos, levantou naquele cabeço, então de certo solitário, as novas muralhas do castelo; e fazendo renascer o povoado, organizou politicamente a região dando-lhe foral naquele mesmo ano. É deste ano de 1136 que se pode contar a origem histórica da vila e do seu concelho.Nas lutas entre D. Sancho I e Afonso III, Conde de Bolonha, apoiou aquele monarca. Em 1383, como estava dentro das muralhas João Afonso Telo, este abriu ao rei castelhano as suas portas. A construção foi-se arruinando com o passar dos séculos.A última torre do castelo, desmorona-se a 7 de Maio de 1799; parte desta pedra foi aproveitada em 1803 na reconstrução da ponte do Corvo, sobre o Alhêda.As ruas e as casas antigas: em Miranda do Corvo subsistem algumas casas centenárias pertencentes a famílias tradicionais, embora modificadas ou em ruínas. Na rua da Sra. da Conceição – provavelmente a mais antiga rua da vila -, entre a igreja da Sra. da Boa Morte e a Matriz, vê-se uma casa térrea e incaracterística, do séc. XIX, com um pequeno nicho e imagem daquela titular, que representa o Antigo Hospital de Nossa Senhora da Conceição.Quer o Hospital da Sra. da Conceição, quer a albergaria inclusa, foram fundados certamente no segundo quartel do séc. XVI. Estas duas instituições nasceram de iniciativa particular. Tiveram como corpo directivo a Confraria Leiga da Sra. do Rosário que deveria andar dentro da influência da Casa de Arronches.Quanto à albergaria, Miranda era atravessada por uma estrada que vinha dos altos de Chão de Lamas – onde cruzava com a estrada Coimbra-Podentes – e seguia para a Lousã, juntando-se na vizinha povoação do Corvo, com a estrada real que, vinda de Lisboa, atravessava o concelho desde a Sandoeira ao Padrão e seguia por Foz de Arouce para a Mucela e daqui para a Beira Alta. Miranda era pois ponto de passagem forçada da Estremadura para a Beira.Do Hospital subsistem mais elementos pois esses viajantes vinham muitas vezes doentes e o obituário da freguesia dá conta dos muitos que não resistiram, sendo depois enterrados no adro em frente à actual Boa Morte. Crava-se aqui na frontaria da casa beneficente.

Fonte: www.cm-mirandadocorvo.pt

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MIRANDA DO CORVO



HISTÓRIA:


Com o castelo aparece o povoado que com o tempo e a influência, relacionada com a defesa militar, seria o centro que ligaria com Penela a sul, e se estenderia para nascente até Arouca e quase à margem esquerda do Alva, exercendo na região certa hegemonia que se foi mantendo.
No ano de 1116, o castelo de Miranda foi tomado pelos sarracenos, tendo havido muitas vítimas e sendo levados para o cativeiro um elevado número de habitantes, fruto do avanço muçulmano na linha fronteiriça do Mondego. Vinte anos depois – 19 de Novembro de 1136 – os habitantes de Miranda recebiam foral de D. Afonso Henriques; não directamente, mas nas pessoas do donatário Uzberto e de sua esposa Marinha. Foi este foral depois confirmado por D. Afonso II.
O concelho abrangia então vasta área, que ia quase do Ceira, perto de Coimbra, até à ribeira de Alje, a sul das serras, compreendendo aproximadamente as actuais freguesias de Miranda, Lamas, Vila Nova e a perdida Campelo.

Actualmente o concelho é constituído por cinco freguesias e respectivos patronos: a do Salvador, na vila, que é a matriz; a do Espirito Santo de Lamas, anexa desde os tempos primitivos; a de S. João, de Vila Nova, criada à custa da matriz em 1905; a de Santiago de Rio de Vide, integrada no concelho em 1853; e a da Senhora da Assunção de Semide, integrada também naquele ano. Deixou de pertencer ao concelho a freguesia da Senhora da Graça, de Campelo, que passou para Figueiró dos Vinhos, nos começos do regime liberal.

Esteve a vila sob diversos senhorios como era costume na monarquia: encontrou-se no dos Coelhos até à subida do Mestre de Avis ao trono, em fins do séc. XIV. Passou depois aos Sousas de Arronches. Em 1611 foi criado o título de Conde de Miranda do Corvo, na pessoa de Henrique de Sousa Tavares, daquela Casa. O terceiro conde teve o título de Marquês de Arronches, pelo qual ficaram a ser mais conhecidos. Por casamento passou este senhorio à casa dos duques de Lafões.
Em fins do séc. XVIII havia na vila a família dos Vasconcelos e Silva; a dos Arnáos – ou Arnaut – ; e a dos Silvas, cujo último rebento, Joaquim Vitorino da Silva, veio a ser, no regime constitucional, o Barão de Miranda do Corvo.

A terceira invasão francesa trouxe novamente ao concelho algum protagonismo pela sua localização na linha estratégica de movimentação dos exércitos: parte do combate de Casal Novo, que decorreu na madrugada de 14 de Março de 1811, deu-se na freguesia de Lamas. As consequências da guerra foram grandes para a população pela carestia de géneros que sobreveio, pelos estragos materiais – Ney mandou incendiar a vila! - e pela grande epidemia que assolou as freguesias durante os meses seguintes.


A arquitectura civil

O desaparecido Castelo: do cruzamento do vale do Dueça com a larga passagem ao longo da cordilheira, surgiu um ponto de apoio para a defesa de Coimbra, de que resultou a erecção de um castelo no cabeço que hoje domina a vila. Dele restam apenas a base da actual torre sineira e uma velha cisterna. No início do séc. XX ainda era possível vislumbrar as cantarias quinhentistas daquela torre que o tempo perpetuou.
Hipoteticamente, no início, este morro seria uma simples e elementar fortificação para aguentar, por este lado, o embate das correrias dos muçulmanos. Aproveitando os declives e aspereza do cabeço, formaria um conjunto de torres ligadas por cortinas. Depois, com a reconstrução de 1136, as muralhas teriam outra traça e seriam de alvenaria sólida. A porta principal de entrada seria, supostamente, ao cimo da calçada que sobe da vila; a igreja era então pequena, construída onde hoje está a capela-mor da actual, havendo assim espaço suficiente para uma pequena praça de armas.
A primeira referência que temos do castelo é a do assédio e tomada pelos muçulmanos em 1116. Neste ano, durante a regência de D. Teresa, perante a investida do forte exército muçulmano, o castelo foi a terra, a guarnição trucidada e a população local, como a da região, morta, escravizada ou dispersa. Foi pelos anos de 1136 que o primeiro rei de Portugal, com a noção clara dos seus planos, levantou naquele cabeço, então de certo solitário, as novas muralhas do castelo; e fazendo renascer o povoado, organizou politicamente a região dando-lhe foral naquele mesmo ano. É deste ano de 1136 que se pode contar a origem histórica da vila e do seu concelho.
Nas lutas entre D. Sancho I e Afonso III, Conde de Bolonha, apoiou aquele monarca. Em 1383, como estava dentro das muralhas João Afonso Telo, este abriu ao rei castelhano as suas portas. A construção foi-se arruinando com o passar dos séculos.
A última torre do castelo, desmorona-se a 7 de Maio de 1799; parte desta pedra foi aproveitada em 1803 na reconstrução da ponte do Corvo, sobre o Alhêda.

As ruas e as casas antigas: em Miranda do Corvo subsistem algumas casas centenárias pertencentes a famílias tradicionais, embora modificadas ou em ruínas. Na rua da Sra. da Conceição – provavelmente a mais antiga rua da vila -, entre a igreja da Sra. da Boa Morte e a Matriz, vê-se uma casa térrea e incaracterística, do séc. XIX, com um pequeno nicho e imagem daquela titular, que representa o Antigo Hospital de Nossa Senhora da Conceição.
Quer o Hospital da Sra. da Conceição, quer a albergaria inclusa, foram fundados certamente no segundo quartel do séc. XVI. Estas duas instituições nasceram de iniciativa particular. Tiveram como corpo directivo a Confraria Leiga da Sra. do Rosário que deveria andar dentro da influência da Casa de Arronches.
Quanto à albergaria, Miranda era atravessada por uma estrada que vinha dos altos de Chão de Lamas – onde cruzava com a estrada Coimbra-Podentes – e seguia para a Lousã, juntando-se na vizinha povoação do Corvo, com a estrada real que, vinda de Lisboa, atravessava o concelho desde a Sandoeira ao Padrão e seguia por Foz de Arouce para a Mucela e daqui para a Beira Alta. Miranda era pois ponto de passagem forçada da Estremadura para a Beira.
Do Hospital subsistem mais elementos pois esses viajantes vinham muitas vezes doentes e o obituário da freguesia dá conta dos muitos que não resistiram, sendo depois enterrados no adro em frente à actual Boa Morte. Crava-se aqui na frontaria da casa beneficente.


Fonte: www.cm-mirandadocorvo.pt


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MIRANDA DO CORVO



HISTÓRIA:


Com o castelo aparece o povoado que com o tempo e a influência, relacionada com a defesa militar, seria o centro que ligaria com Penela a sul, e se estenderia para nascente até Arouca e quase à margem esquerda do Alva, exercendo na região certa hegemonia que se foi mantendo.
No ano de 1116, o castelo de Miranda foi tomado pelos sarracenos, tendo havido muitas vítimas e sendo levados para o cativeiro um elevado número de habitantes, fruto do avanço muçulmano na linha fronteiriça do Mondego. Vinte anos depois – 19 de Novembro de 1136 – os habitantes de Miranda recebiam foral de D. Afonso Henriques; não directamente, mas nas pessoas do donatário Uzberto e de sua esposa Marinha. Foi este foral depois confirmado por D. Afonso II.
O concelho abrangia então vasta área, que ia quase do Ceira, perto de Coimbra, até à ribeira de Alje, a sul das serras, compreendendo aproximadamente as actuais freguesias de Miranda, Lamas, Vila Nova e a perdida Campelo.

Actualmente o concelho é constituído por cinco freguesias e respectivos patronos: a do Salvador, na vila, que é a matriz; a do Espirito Santo de Lamas, anexa desde os tempos primitivos; a de S. João, de Vila Nova, criada à custa da matriz em 1905; a de Santiago de Rio de Vide, integrada no concelho em 1853; e a da Senhora da Assunção de Semide, integrada também naquele ano. Deixou de pertencer ao concelho a freguesia da Senhora da Graça, de Campelo, que passou para Figueiró dos Vinhos, nos começos do regime liberal.

Esteve a vila sob diversos senhorios como era costume na monarquia: encontrou-se no dos Coelhos até à subida do Mestre de Avis ao trono, em fins do séc. XIV. Passou depois aos Sousas de Arronches. Em 1611 foi criado o título de Conde de Miranda do Corvo, na pessoa de Henrique de Sousa Tavares, daquela Casa. O terceiro conde teve o título de Marquês de Arronches, pelo qual ficaram a ser mais conhecidos. Por casamento passou este senhorio à casa dos duques de Lafões.
Em fins do séc. XVIII havia na vila a família dos Vasconcelos e Silva; a dos Arnáos – ou Arnaut – ; e a dos Silvas, cujo último rebento, Joaquim Vitorino da Silva, veio a ser, no regime constitucional, o Barão de Miranda do Corvo.

A terceira invasão francesa trouxe novamente ao concelho algum protagonismo pela sua localização na linha estratégica de movimentação dos exércitos: parte do combate de Casal Novo, que decorreu na madrugada de 14 de Março de 1811, deu-se na freguesia de Lamas. As consequências da guerra foram grandes para a população pela carestia de géneros que sobreveio, pelos estragos materiais – Ney mandou incendiar a vila! - e pela grande epidemia que assolou as freguesias durante os meses seguintes.


A arquitectura civil

O desaparecido Castelo: do cruzamento do vale do Dueça com a larga passagem ao longo da cordilheira, surgiu um ponto de apoio para a defesa de Coimbra, de que resultou a erecção de um castelo no cabeço que hoje domina a vila. Dele restam apenas a base da actual torre sineira e uma velha cisterna. No início do séc. XX ainda era possível vislumbrar as cantarias quinhentistas daquela torre que o tempo perpetuou.
Hipoteticamente, no início, este morro seria uma simples e elementar fortificação para aguentar, por este lado, o embate das correrias dos muçulmanos. Aproveitando os declives e aspereza do cabeço, formaria um conjunto de torres ligadas por cortinas. Depois, com a reconstrução de 1136, as muralhas teriam outra traça e seriam de alvenaria sólida. A porta principal de entrada seria, supostamente, ao cimo da calçada que sobe da vila; a igreja era então pequena, construída onde hoje está a capela-mor da actual, havendo assim espaço suficiente para uma pequena praça de armas.
A primeira referência que temos do castelo é a do assédio e tomada pelos muçulmanos em 1116. Neste ano, durante a regência de D. Teresa, perante a investida do forte exército muçulmano, o castelo foi a terra, a guarnição trucidada e a população local, como a da região, morta, escravizada ou dispersa. Foi pelos anos de 1136 que o primeiro rei de Portugal, com a noção clara dos seus planos, levantou naquele cabeço, então de certo solitário, as novas muralhas do castelo; e fazendo renascer o povoado, organizou politicamente a região dando-lhe foral naquele mesmo ano. É deste ano de 1136 que se pode contar a origem histórica da vila e do seu concelho.
Nas lutas entre D. Sancho I e Afonso III, Conde de Bolonha, apoiou aquele monarca. Em 1383, como estava dentro das muralhas João Afonso Telo, este abriu ao rei castelhano as suas portas. A construção foi-se arruinando com o passar dos séculos.
A última torre do castelo, desmorona-se a 7 de Maio de 1799; parte desta pedra foi aproveitada em 1803 na reconstrução da ponte do Corvo, sobre o Alhêda.

As ruas e as casas antigas: em Miranda do Corvo subsistem algumas casas centenárias pertencentes a famílias tradicionais, embora modificadas ou em ruínas. Na rua da Sra. da Conceição – provavelmente a mais antiga rua da vila -, entre a igreja da Sra. da Boa Morte e a Matriz, vê-se uma casa térrea e incaracterística, do séc. XIX, com um pequeno nicho e imagem daquela titular, que representa o Antigo Hospital de Nossa Senhora da Conceição.
Quer o Hospital da Sra. da Conceição, quer a albergaria inclusa, foram fundados certamente no segundo quartel do séc. XVI. Estas duas instituições nasceram de iniciativa particular. Tiveram como corpo directivo a Confraria Leiga da Sra. do Rosário que deveria andar dentro da influência da Casa de Arronches.
Quanto à albergaria, Miranda era atravessada por uma estrada que vinha dos altos de Chão de Lamas – onde cruzava com a estrada Coimbra-Podentes – e seguia para a Lousã, juntando-se na vizinha povoação do Corvo, com a estrada real que, vinda de Lisboa, atravessava o concelho desde a Sandoeira ao Padrão e seguia por Foz de Arouce para a Mucela e daqui para a Beira Alta. Miranda era pois ponto de passagem forçada da Estremadura para a Beira.
Do Hospital subsistem mais elementos pois esses viajantes vinham muitas vezes doentes e o obituário da freguesia dá conta dos muitos que não resistiram, sendo depois enterrados no adro em frente à actual Boa Morte. Crava-se aqui na frontaria da casa beneficente.


Fonte: www.cm-mirandadocorvo.pt


COPYRIGHT AuToCaRaVaNiStA


by jbmendes

MIRANDA DO CORVO



HISTÓRIA:


Com o castelo aparece o povoado que com o tempo e a influência, relacionada com a defesa militar, seria o centro que ligaria com Penela a sul, e se estenderia para nascente até Arouca e quase à margem esquerda do Alva, exercendo na região certa hegemonia que se foi mantendo.
No ano de 1116, o castelo de Miranda foi tomado pelos sarracenos, tendo havido muitas vítimas e sendo levados para o cativeiro um elevado número de habitantes, fruto do avanço muçulmano na linha fronteiriça do Mondego. Vinte anos depois – 19 de Novembro de 1136 – os habitantes de Miranda recebiam foral de D. Afonso Henriques; não directamente, mas nas pessoas do donatário Uzberto e de sua esposa Marinha. Foi este foral depois confirmado por D. Afonso II.
O concelho abrangia então vasta área, que ia quase do Ceira, perto de Coimbra, até à ribeira de Alje, a sul das serras, compreendendo aproximadamente as actuais freguesias de Miranda, Lamas, Vila Nova e a perdida Campelo.

Actualmente o concelho é constituído por cinco freguesias e respectivos patronos: a do Salvador, na vila, que é a matriz; a do Espirito Santo de Lamas, anexa desde os tempos primitivos; a de S. João, de Vila Nova, criada à custa da matriz em 1905; a de Santiago de Rio de Vide, integrada no concelho em 1853; e a da Senhora da Assunção de Semide, integrada também naquele ano. Deixou de pertencer ao concelho a freguesia da Senhora da Graça, de Campelo, que passou para Figueiró dos Vinhos, nos começos do regime liberal.

Esteve a vila sob diversos senhorios como era costume na monarquia: encontrou-se no dos Coelhos até à subida do Mestre de Avis ao trono, em fins do séc. XIV. Passou depois aos Sousas de Arronches. Em 1611 foi criado o título de Conde de Miranda do Corvo, na pessoa de Henrique de Sousa Tavares, daquela Casa. O terceiro conde teve o título de Marquês de Arronches, pelo qual ficaram a ser mais conhecidos. Por casamento passou este senhorio à casa dos duques de Lafões.
Em fins do séc. XVIII havia na vila a família dos Vasconcelos e Silva; a dos Arnáos – ou Arnaut – ; e a dos Silvas, cujo último rebento, Joaquim Vitorino da Silva, veio a ser, no regime constitucional, o Barão de Miranda do Corvo.

A terceira invasão francesa trouxe novamente ao concelho algum protagonismo pela sua localização na linha estratégica de movimentação dos exércitos: parte do combate de Casal Novo, que decorreu na madrugada de 14 de Março de 1811, deu-se na freguesia de Lamas. As consequências da guerra foram grandes para a população pela carestia de géneros que sobreveio, pelos estragos materiais – Ney mandou incendiar a vila! - e pela grande epidemia que assolou as freguesias durante os meses seguintes.


A arquitectura civil

O desaparecido Castelo: do cruzamento do vale do Dueça com a larga passagem ao longo da cordilheira, surgiu um ponto de apoio para a defesa de Coimbra, de que resultou a erecção de um castelo no cabeço que hoje domina a vila. Dele restam apenas a base da actual torre sineira e uma velha cisterna. No início do séc. XX ainda era possível vislumbrar as cantarias quinhentistas daquela torre que o tempo perpetuou.
Hipoteticamente, no início, este morro seria uma simples e elementar fortificação para aguentar, por este lado, o embate das correrias dos muçulmanos. Aproveitando os declives e aspereza do cabeço, formaria um conjunto de torres ligadas por cortinas. Depois, com a reconstrução de 1136, as muralhas teriam outra traça e seriam de alvenaria sólida. A porta principal de entrada seria, supostamente, ao cimo da calçada que sobe da vila; a igreja era então pequena, construída onde hoje está a capela-mor da actual, havendo assim espaço suficiente para uma pequena praça de armas.
A primeira referência que temos do castelo é a do assédio e tomada pelos muçulmanos em 1116. Neste ano, durante a regência de D. Teresa, perante a investida do forte exército muçulmano, o castelo foi a terra, a guarnição trucidada e a população local, como a da região, morta, escravizada ou dispersa. Foi pelos anos de 1136 que o primeiro rei de Portugal, com a noção clara dos seus planos, levantou naquele cabeço, então de certo solitário, as novas muralhas do castelo; e fazendo renascer o povoado, organizou politicamente a região dando-lhe foral naquele mesmo ano. É deste ano de 1136 que se pode contar a origem histórica da vila e do seu concelho.
Nas lutas entre D. Sancho I e Afonso III, Conde de Bolonha, apoiou aquele monarca. Em 1383, como estava dentro das muralhas João Afonso Telo, este abriu ao rei castelhano as suas portas. A construção foi-se arruinando com o passar dos séculos.
A última torre do castelo, desmorona-se a 7 de Maio de 1799; parte desta pedra foi aproveitada em 1803 na reconstrução da ponte do Corvo, sobre o Alhêda.

As ruas e as casas antigas: em Miranda do Corvo subsistem algumas casas centenárias pertencentes a famílias tradicionais, embora modificadas ou em ruínas. Na rua da Sra. da Conceição – provavelmente a mais antiga rua da vila -, entre a igreja da Sra. da Boa Morte e a Matriz, vê-se uma casa térrea e incaracterística, do séc. XIX, com um pequeno nicho e imagem daquela titular, que representa o Antigo Hospital de Nossa Senhora da Conceição.
Quer o Hospital da Sra. da Conceição, quer a albergaria inclusa, foram fundados certamente no segundo quartel do séc. XVI. Estas duas instituições nasceram de iniciativa particular. Tiveram como corpo directivo a Confraria Leiga da Sra. do Rosário que deveria andar dentro da influência da Casa de Arronches.
Quanto à albergaria, Miranda era atravessada por uma estrada que vinha dos altos de Chão de Lamas – onde cruzava com a estrada Coimbra-Podentes – e seguia para a Lousã, juntando-se na vizinha povoação do Corvo, com a estrada real que, vinda de Lisboa, atravessava o concelho desde a Sandoeira ao Padrão e seguia por Foz de Arouce para a Mucela e daqui para a Beira Alta. Miranda era pois ponto de passagem forçada da Estremadura para a Beira.
Do Hospital subsistem mais elementos pois esses viajantes vinham muitas vezes doentes e o obituário da freguesia dá conta dos muitos que não resistiram, sendo depois enterrados no adro em frente à actual Boa Morte. Crava-se aqui na frontaria da casa beneficente.


Fonte: www.cm-mirandadocorvo.pt


COPYRIGHT AuToCaRaVaNiStA


by jbmendes

MIRANDA DO CORVO



HISTÓRIA:


Com o castelo aparece o povoado que com o tempo e a influência, relacionada com a defesa militar, seria o centro que ligaria com Penela a sul, e se estenderia para nascente até Arouca e quase à margem esquerda do Alva, exercendo na região certa hegemonia que se foi mantendo.
No ano de 1116, o castelo de Miranda foi tomado pelos sarracenos, tendo havido muitas vítimas e sendo levados para o cativeiro um elevado número de habitantes, fruto do avanço muçulmano na linha fronteiriça do Mondego. Vinte anos depois – 19 de Novembro de 1136 – os habitantes de Miranda recebiam foral de D. Afonso Henriques; não directamente, mas nas pessoas do donatário Uzberto e de sua esposa Marinha. Foi este foral depois confirmado por D. Afonso II.
O concelho abrangia então vasta área, que ia quase do Ceira, perto de Coimbra, até à ribeira de Alje, a sul das serras, compreendendo aproximadamente as actuais freguesias de Miranda, Lamas, Vila Nova e a perdida Campelo.

Actualmente o concelho é constituído por cinco freguesias e respectivos patronos: a do Salvador, na vila, que é a matriz; a do Espirito Santo de Lamas, anexa desde os tempos primitivos; a de S. João, de Vila Nova, criada à custa da matriz em 1905; a de Santiago de Rio de Vide, integrada no concelho em 1853; e a da Senhora da Assunção de Semide, integrada também naquele ano. Deixou de pertencer ao concelho a freguesia da Senhora da Graça, de Campelo, que passou para Figueiró dos Vinhos, nos começos do regime liberal.

Esteve a vila sob diversos senhorios como era costume na monarquia: encontrou-se no dos Coelhos até à subida do Mestre de Avis ao trono, em fins do séc. XIV. Passou depois aos Sousas de Arronches. Em 1611 foi criado o título de Conde de Miranda do Corvo, na pessoa de Henrique de Sousa Tavares, daquela Casa. O terceiro conde teve o título de Marquês de Arronches, pelo qual ficaram a ser mais conhecidos. Por casamento passou este senhorio à casa dos duques de Lafões.
Em fins do séc. XVIII havia na vila a família dos Vasconcelos e Silva; a dos Arnáos – ou Arnaut – ; e a dos Silvas, cujo último rebento, Joaquim Vitorino da Silva, veio a ser, no regime constitucional, o Barão de Miranda do Corvo.

A terceira invasão francesa trouxe novamente ao concelho algum protagonismo pela sua localização na linha estratégica de movimentação dos exércitos: parte do combate de Casal Novo, que decorreu na madrugada de 14 de Março de 1811, deu-se na freguesia de Lamas. As consequências da guerra foram grandes para a população pela carestia de géneros que sobreveio, pelos estragos materiais – Ney mandou incendiar a vila! - e pela grande epidemia que assolou as freguesias durante os meses seguintes.


A arquitectura civil

O desaparecido Castelo: do cruzamento do vale do Dueça com a larga passagem ao longo da cordilheira, surgiu um ponto de apoio para a defesa de Coimbra, de que resultou a erecção de um castelo no cabeço que hoje domina a vila. Dele restam apenas a base da actual torre sineira e uma velha cisterna. No início do séc. XX ainda era possível vislumbrar as cantarias quinhentistas daquela torre que o tempo perpetuou.
Hipoteticamente, no início, este morro seria uma simples e elementar fortificação para aguentar, por este lado, o embate das correrias dos muçulmanos. Aproveitando os declives e aspereza do cabeço, formaria um conjunto de torres ligadas por cortinas. Depois, com a reconstrução de 1136, as muralhas teriam outra traça e seriam de alvenaria sólida. A porta principal de entrada seria, supostamente, ao cimo da calçada que sobe da vila; a igreja era então pequena, construída onde hoje está a capela-mor da actual, havendo assim espaço suficiente para uma pequena praça de armas.
A primeira referência que temos do castelo é a do assédio e tomada pelos muçulmanos em 1116. Neste ano, durante a regência de D. Teresa, perante a investida do forte exército muçulmano, o castelo foi a terra, a guarnição trucidada e a população local, como a da região, morta, escravizada ou dispersa. Foi pelos anos de 1136 que o primeiro rei de Portugal, com a noção clara dos seus planos, levantou naquele cabeço, então de certo solitário, as novas muralhas do castelo; e fazendo renascer o povoado, organizou politicamente a região dando-lhe foral naquele mesmo ano. É deste ano de 1136 que se pode contar a origem histórica da vila e do seu concelho.
Nas lutas entre D. Sancho I e Afonso III, Conde de Bolonha, apoiou aquele monarca. Em 1383, como estava dentro das muralhas João Afonso Telo, este abriu ao rei castelhano as suas portas. A construção foi-se arruinando com o passar dos séculos.
A última torre do castelo, desmorona-se a 7 de Maio de 1799; parte desta pedra foi aproveitada em 1803 na reconstrução da ponte do Corvo, sobre o Alhêda.

As ruas e as casas antigas: em Miranda do Corvo subsistem algumas casas centenárias pertencentes a famílias tradicionais, embora modificadas ou em ruínas. Na rua da Sra. da Conceição – provavelmente a mais antiga rua da vila -, entre a igreja da Sra. da Boa Morte e a Matriz, vê-se uma casa térrea e incaracterística, do séc. XIX, com um pequeno nicho e imagem daquela titular, que representa o Antigo Hospital de Nossa Senhora da Conceição.
Quer o Hospital da Sra. da Conceição, quer a albergaria inclusa, foram fundados certamente no segundo quartel do séc. XVI. Estas duas instituições nasceram de iniciativa particular. Tiveram como corpo directivo a Confraria Leiga da Sra. do Rosário que deveria andar dentro da influência da Casa de Arronches.
Quanto à albergaria, Miranda era atravessada por uma estrada que vinha dos altos de Chão de Lamas – onde cruzava com a estrada Coimbra-Podentes – e seguia para a Lousã, juntando-se na vizinha povoação do Corvo, com a estrada real que, vinda de Lisboa, atravessava o concelho desde a Sandoeira ao Padrão e seguia por Foz de Arouce para a Mucela e daqui para a Beira Alta. Miranda era pois ponto de passagem forçada da Estremadura para a Beira.
Do Hospital subsistem mais elementos pois esses viajantes vinham muitas vezes doentes e o obituário da freguesia dá conta dos muitos que não resistiram, sendo depois enterrados no adro em frente à actual Boa Morte. Crava-se aqui na frontaria da casa beneficente.


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HISTÓRIA:


Com o castelo aparece o povoado que com o tempo e a influência, relacionada com a defesa militar, seria o centro que ligaria com Penela a sul, e se estenderia para nascente até Arouca e quase à margem esquerda do Alva, exercendo na região certa hegemonia que se foi mantendo.
No ano de 1116, o castelo de Miranda foi tomado pelos sarracenos, tendo havido muitas vítimas e sendo levados para o cativeiro um elevado número de habitantes, fruto do avanço muçulmano na linha fronteiriça do Mondego. Vinte anos depois – 19 de Novembro de 1136 – os habitantes de Miranda recebiam foral de D. Afonso Henriques; não directamente, mas nas pessoas do donatário Uzberto e de sua esposa Marinha. Foi este foral depois confirmado por D. Afonso II.
O concelho abrangia então vasta área, que ia quase do Ceira, perto de Coimbra, até à ribeira de Alje, a sul das serras, compreendendo aproximadamente as actuais freguesias de Miranda, Lamas, Vila Nova e a perdida Campelo.

Actualmente o concelho é constituído por cinco freguesias e respectivos patronos: a do Salvador, na vila, que é a matriz; a do Espirito Santo de Lamas, anexa desde os tempos primitivos; a de S. João, de Vila Nova, criada à custa da matriz em 1905; a de Santiago de Rio de Vide, integrada no concelho em 1853; e a da Senhora da Assunção de Semide, integrada também naquele ano. Deixou de pertencer ao concelho a freguesia da Senhora da Graça, de Campelo, que passou para Figueiró dos Vinhos, nos começos do regime liberal.

Esteve a vila sob diversos senhorios como era costume na monarquia: encontrou-se no dos Coelhos até à subida do Mestre de Avis ao trono, em fins do séc. XIV. Passou depois aos Sousas de Arronches. Em 1611 foi criado o título de Conde de Miranda do Corvo, na pessoa de Henrique de Sousa Tavares, daquela Casa. O terceiro conde teve o título de Marquês de Arronches, pelo qual ficaram a ser mais conhecidos. Por casamento passou este senhorio à casa dos duques de Lafões.
Em fins do séc. XVIII havia na vila a família dos Vasconcelos e Silva; a dos Arnáos – ou Arnaut – ; e a dos Silvas, cujo último rebento, Joaquim Vitorino da Silva, veio a ser, no regime constitucional, o Barão de Miranda do Corvo.

A terceira invasão francesa trouxe novamente ao concelho algum protagonismo pela sua localização na linha estratégica de movimentação dos exércitos: parte do combate de Casal Novo, que decorreu na madrugada de 14 de Março de 1811, deu-se na freguesia de Lamas. As consequências da guerra foram grandes para a população pela carestia de géneros que sobreveio, pelos estragos materiais – Ney mandou incendiar a vila! - e pela grande epidemia que assolou as freguesias durante os meses seguintes.


A arquitectura civil

O desaparecido Castelo: do cruzamento do vale do Dueça com a larga passagem ao longo da cordilheira, surgiu um ponto de apoio para a defesa de Coimbra, de que resultou a erecção de um castelo no cabeço que hoje domina a vila. Dele restam apenas a base da actual torre sineira e uma velha cisterna. No início do séc. XX ainda era possível vislumbrar as cantarias quinhentistas daquela torre que o tempo perpetuou.
Hipoteticamente, no início, este morro seria uma simples e elementar fortificação para aguentar, por este lado, o embate das correrias dos muçulmanos. Aproveitando os declives e aspereza do cabeço, formaria um conjunto de torres ligadas por cortinas. Depois, com a reconstrução de 1136, as muralhas teriam outra traça e seriam de alvenaria sólida. A porta principal de entrada seria, supostamente, ao cimo da calçada que sobe da vila; a igreja era então pequena, construída onde hoje está a capela-mor da actual, havendo assim espaço suficiente para uma pequena praça de armas.
A primeira referência que temos do castelo é a do assédio e tomada pelos muçulmanos em 1116. Neste ano, durante a regência de D. Teresa, perante a investida do forte exército muçulmano, o castelo foi a terra, a guarnição trucidada e a população local, como a da região, morta, escravizada ou dispersa. Foi pelos anos de 1136 que o primeiro rei de Portugal, com a noção clara dos seus planos, levantou naquele cabeço, então de certo solitário, as novas muralhas do castelo; e fazendo renascer o povoado, organizou politicamente a região dando-lhe foral naquele mesmo ano. É deste ano de 1136 que se pode contar a origem histórica da vila e do seu concelho.
Nas lutas entre D. Sancho I e Afonso III, Conde de Bolonha, apoiou aquele monarca. Em 1383, como estava dentro das muralhas João Afonso Telo, este abriu ao rei castelhano as suas portas. A construção foi-se arruinando com o passar dos séculos.
A última torre do castelo, desmorona-se a 7 de Maio de 1799; parte desta pedra foi aproveitada em 1803 na reconstrução da ponte do Corvo, sobre o Alhêda.

As ruas e as casas antigas: em Miranda do Corvo subsistem algumas casas centenárias pertencentes a famílias tradicionais, embora modificadas ou em ruínas. Na rua da Sra. da Conceição – provavelmente a mais antiga rua da vila -, entre a igreja da Sra. da Boa Morte e a Matriz, vê-se uma casa térrea e incaracterística, do séc. XIX, com um pequeno nicho e imagem daquela titular, que representa o Antigo Hospital de Nossa Senhora da Conceição.
Quer o Hospital da Sra. da Conceição, quer a albergaria inclusa, foram fundados certamente no segundo quartel do séc. XVI. Estas duas instituições nasceram de iniciativa particular. Tiveram como corpo directivo a Confraria Leiga da Sra. do Rosário que deveria andar dentro da influência da Casa de Arronches.
Quanto à albergaria, Miranda era atravessada por uma estrada que vinha dos altos de Chão de Lamas – onde cruzava com a estrada Coimbra-Podentes – e seguia para a Lousã, juntando-se na vizinha povoação do Corvo, com a estrada real que, vinda de Lisboa, atravessava o concelho desde a Sandoeira ao Padrão e seguia por Foz de Arouce para a Mucela e daqui para a Beira Alta. Miranda era pois ponto de passagem forçada da Estremadura para a Beira.
Do Hospital subsistem mais elementos pois esses viajantes vinham muitas vezes doentes e o obituário da freguesia dá conta dos muitos que não resistiram, sendo depois enterrados no adro em frente à actual Boa Morte. Crava-se aqui na frontaria da casa beneficente.


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HISTÓRIA:


Com o castelo aparece o povoado que com o tempo e a influência, relacionada com a defesa militar, seria o centro que ligaria com Penela a sul, e se estenderia para nascente até Arouca e quase à margem esquerda do Alva, exercendo na região certa hegemonia que se foi mantendo.
No ano de 1116, o castelo de Miranda foi tomado pelos sarracenos, tendo havido muitas vítimas e sendo levados para o cativeiro um elevado número de habitantes, fruto do avanço muçulmano na linha fronteiriça do Mondego. Vinte anos depois – 19 de Novembro de 1136 – os habitantes de Miranda recebiam foral de D. Afonso Henriques; não directamente, mas nas pessoas do donatário Uzberto e de sua esposa Marinha. Foi este foral depois confirmado por D. Afonso II.
O concelho abrangia então vasta área, que ia quase do Ceira, perto de Coimbra, até à ribeira de Alje, a sul das serras, compreendendo aproximadamente as actuais freguesias de Miranda, Lamas, Vila Nova e a perdida Campelo.

Actualmente o concelho é constituído por cinco freguesias e respectivos patronos: a do Salvador, na vila, que é a matriz; a do Espirito Santo de Lamas, anexa desde os tempos primitivos; a de S. João, de Vila Nova, criada à custa da matriz em 1905; a de Santiago de Rio de Vide, integrada no concelho em 1853; e a da Senhora da Assunção de Semide, integrada também naquele ano. Deixou de pertencer ao concelho a freguesia da Senhora da Graça, de Campelo, que passou para Figueiró dos Vinhos, nos começos do regime liberal.

Esteve a vila sob diversos senhorios como era costume na monarquia: encontrou-se no dos Coelhos até à subida do Mestre de Avis ao trono, em fins do séc. XIV. Passou depois aos Sousas de Arronches. Em 1611 foi criado o título de Conde de Miranda do Corvo, na pessoa de Henrique de Sousa Tavares, daquela Casa. O terceiro conde teve o título de Marquês de Arronches, pelo qual ficaram a ser mais conhecidos. Por casamento passou este senhorio à casa dos duques de Lafões.
Em fins do séc. XVIII havia na vila a família dos Vasconcelos e Silva; a dos Arnáos – ou Arnaut – ; e a dos Silvas, cujo último rebento, Joaquim Vitorino da Silva, veio a ser, no regime constitucional, o Barão de Miranda do Corvo.

A terceira invasão francesa trouxe novamente ao concelho algum protagonismo pela sua localização na linha estratégica de movimentação dos exércitos: parte do combate de Casal Novo, que decorreu na madrugada de 14 de Março de 1811, deu-se na freguesia de Lamas. As consequências da guerra foram grandes para a população pela carestia de géneros que sobreveio, pelos estragos materiais – Ney mandou incendiar a vila! - e pela grande epidemia que assolou as freguesias durante os meses seguintes.


A arquitectura civil

O desaparecido Castelo: do cruzamento do vale do Dueça com a larga passagem ao longo da cordilheira, surgiu um ponto de apoio para a defesa de Coimbra, de que resultou a erecção de um castelo no cabeço que hoje domina a vila. Dele restam apenas a base da actual torre sineira e uma velha cisterna. No início do séc. XX ainda era possível vislumbrar as cantarias quinhentistas daquela torre que o tempo perpetuou.
Hipoteticamente, no início, este morro seria uma simples e elementar fortificação para aguentar, por este lado, o embate das correrias dos muçulmanos. Aproveitando os declives e aspereza do cabeço, formaria um conjunto de torres ligadas por cortinas. Depois, com a reconstrução de 1136, as muralhas teriam outra traça e seriam de alvenaria sólida. A porta principal de entrada seria, supostamente, ao cimo da calçada que sobe da vila; a igreja era então pequena, construída onde hoje está a capela-mor da actual, havendo assim espaço suficiente para uma pequena praça de armas.
A primeira referência que temos do castelo é a do assédio e tomada pelos muçulmanos em 1116. Neste ano, durante a regência de D. Teresa, perante a investida do forte exército muçulmano, o castelo foi a terra, a guarnição trucidada e a população local, como a da região, morta, escravizada ou dispersa. Foi pelos anos de 1136 que o primeiro rei de Portugal, com a noção clara dos seus planos, levantou naquele cabeço, então de certo solitário, as novas muralhas do castelo; e fazendo renascer o povoado, organizou politicamente a região dando-lhe foral naquele mesmo ano. É deste ano de 1136 que se pode contar a origem histórica da vila e do seu concelho.
Nas lutas entre D. Sancho I e Afonso III, Conde de Bolonha, apoiou aquele monarca. Em 1383, como estava dentro das muralhas João Afonso Telo, este abriu ao rei castelhano as suas portas. A construção foi-se arruinando com o passar dos séculos.
A última torre do castelo, desmorona-se a 7 de Maio de 1799; parte desta pedra foi aproveitada em 1803 na reconstrução da ponte do Corvo, sobre o Alhêda.

As ruas e as casas antigas: em Miranda do Corvo subsistem algumas casas centenárias pertencentes a famílias tradicionais, embora modificadas ou em ruínas. Na rua da Sra. da Conceição – provavelmente a mais antiga rua da vila -, entre a igreja da Sra. da Boa Morte e a Matriz, vê-se uma casa térrea e incaracterística, do séc. XIX, com um pequeno nicho e imagem daquela titular, que representa o Antigo Hospital de Nossa Senhora da Conceição.
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Quanto à albergaria, Miranda era atravessada por uma estrada que vinha dos altos de Chão de Lamas – onde cruzava com a estrada Coimbra-Podentes – e seguia para a Lousã, juntando-se na vizinha povoação do Corvo, com a estrada real que, vinda de Lisboa, atravessava o concelho desde a Sandoeira ao Padrão e seguia por Foz de Arouce para a Mucela e daqui para a Beira Alta. Miranda era pois ponto de passagem forçada da Estremadura para a Beira.
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Localização: Parque Verde da Cidade de Coimbra, junto ao Clube Naval e ao rio Mondego.
Situado quase no coração da cidade de Coimbra, muitissimo perto da zona histórica do Portugal dos Pequenitos, da Universidade, e mesmo encostado ao jardim da Canção, esta nova Area de Serviço para Autocaravanas, está integrada no espaço dos pavilhões da Nautica virados para o Rio Mondego. Esta A.S. para além dos serviços básicos, dispôe ainda de rede Hi-Fi,e parque de merendas. Max. de permanencia 24H. Deste local tem-se visibilidade e acesso para quase tudo em Coimbra.

Para se deslocar para a outra margem, tem logo alí uma ponte pedonal que o coloca do outro lado num ápice. Local muito agradável para pernoita, e para passear á noite.

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Situado quase no coração da cidade de Coimbra, muitissimo perto da zona histórica do Portugal dos Pequenitos, da Universidade, e mesmo encostado ao jardim da Canção, esta nova Area de Serviço para Autocaravanas, está integrada no espaço dos pavilhões da Nautica virados para o Rio Mondego.
Esta A.S. para além dos serviços básicos, dispôe ainda de rede Hi-Fi,e parque de merendas. Max. de permanencia 24H. Deste local tem-se visibilidade e acesso para quase tudo em Coimbra. Para se deslocar para a outra margem, tem logo alí uma ponte pedonal que o coloca do outro lado num ápice. Local muito agradável para pernoita, e para passear á noite.


História:


Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade.

A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul.

Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano.



Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos.

Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo. Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade.

Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária.



Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno. Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques.

Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando.





A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais. Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro.

O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros.

O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc.

Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos.



O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações.

No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário.



Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química.

Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações. Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna.



Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia.

Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.
Fonte:http://www1.ci.uc.pt/gfc/historia_coimbra.htm


COPYRIGHT AuToCaRaVaNiStA


by jbmendes

COIMBRA - AREA DE SERVIÇO PARA AUTOCARAVANAS



Breve Apontamento AuToCaRaVaNiStA:


Situado quase no coração da cidade de Coimbra, muitissimo perto da zona histórica do Portugal dos Pequenitos, da Universidade, e mesmo encostado ao jardim da Canção, esta nova Area de Serviço para Autocaravanas, está integrada no espaço dos pavilhões da Nautica virados para o Rio Mondego.
Esta A.S. para além dos serviços básicos, dispôe ainda de rede Hi-Fi,e parque de merendas. Max. de permanencia 24H. Deste local tem-se visibilidade e acesso para quase tudo em Coimbra. Para se deslocar para a outra margem, tem logo alí uma ponte pedonal que o coloca do outro lado num ápice. Local muito agradável para pernoita, e para passear á noite.


História:


Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade.

A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul.

Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano.



Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos.

Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo. Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade.

Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária.



Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno. Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques.

Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando.





A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais. Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro.

O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros.

O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc.

Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos.



O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações.

No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário.



Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química.

Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações. Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna.



Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia.

Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.
Fonte:http://www1.ci.uc.pt/gfc/historia_coimbra.htm


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Situado quase no coração da cidade de Coimbra, muitissimo perto da zona histórica do Portugal dos Pequenitos, da Universidade, e mesmo encostado ao jardim da Canção, esta nova Area de Serviço para Autocaravanas, está integrada no espaço dos pavilhões da Nautica virados para o Rio Mondego.
Esta A.S. para além dos serviços básicos, dispôe ainda de rede Hi-Fi,e parque de merendas. Max. de permanencia 24H. Deste local tem-se visibilidade e acesso para quase tudo em Coimbra. Para se deslocar para a outra margem, tem logo alí uma ponte pedonal que o coloca do outro lado num ápice. Local muito agradável para pernoita, e para passear á noite.


História:


Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade.

A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul.

Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano.



Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos.

Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo. Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade.

Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária.



Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno. Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques.

Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando.





A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais. Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro.

O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros.

O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc.

Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos.



O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações.

No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário.



Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química.

Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações. Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna.



Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia.

Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.
Fonte:http://www1.ci.uc.pt/gfc/historia_coimbra.htm


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Breve Apontamento AuToCaRaVaNiStA:


Situado quase no coração da cidade de Coimbra, muitissimo perto da zona histórica do Portugal dos Pequenitos, da Universidade, e mesmo encostado ao jardim da Canção, esta nova Area de Serviço para Autocaravanas, está integrada no espaço dos pavilhões da Nautica virados para o Rio Mondego.
Esta A.S. para além dos serviços básicos, dispôe ainda de rede Hi-Fi,e parque de merendas. Max. de permanencia 24H. Deste local tem-se visibilidade e acesso para quase tudo em Coimbra. Para se deslocar para a outra margem, tem logo alí uma ponte pedonal que o coloca do outro lado num ápice. Local muito agradável para pernoita, e para passear á noite.


História:


Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade.

A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul.

Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano.



Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos.

Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo. Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade.

Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária.



Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno. Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques.

Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando.





A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais. Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro.

O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros.

O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc.

Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos.



O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações.

No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário.



Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química.

Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações. Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna.



Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia.

Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.
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Situado quase no coração da cidade de Coimbra, muitissimo perto da zona histórica do Portugal dos Pequenitos, da Universidade, e mesmo encostado ao jardim da Canção, esta nova Area de Serviço para Autocaravanas, está integrada no espaço dos pavilhões da Nautica virados para o Rio Mondego.
Esta A.S. para além dos serviços básicos, dispôe ainda de rede Hi-Fi,e parque de merendas. Max. de permanencia 24H. Deste local tem-se visibilidade e acesso para quase tudo em Coimbra. Para se deslocar para a outra margem, tem logo alí uma ponte pedonal que o coloca do outro lado num ápice. Local muito agradável para pernoita, e para passear á noite.


História:


Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade.

A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul.

Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano.



Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos.

Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo. Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade.

Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária.



Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno. Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques.

Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando.





A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais. Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro.

O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros.

O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc.

Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos.



O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações.

No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário.



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Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações. Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna.



Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia.

Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.
Fonte:http://www1.ci.uc.pt/gfc/historia_coimbra.htm


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COIMBRA - AREA DE SERVIÇO PARA AUTOCARAVANAS



Breve Apontamento AuToCaRaVaNiStA:


Situado quase no coração da cidade de Coimbra, muitissimo perto da zona histórica do Portugal dos Pequenitos, da Universidade, e mesmo encostado ao jardim da Canção, esta nova Area de Serviço para Autocaravanas, está integrada no espaço dos pavilhões da Nautica virados para o Rio Mondego.
Esta A.S. para além dos serviços básicos, dispôe ainda de rede Hi-Fi,e parque de merendas. Max. de permanencia 24H. Deste local tem-se visibilidade e acesso para quase tudo em Coimbra. Para se deslocar para a outra margem, tem logo alí uma ponte pedonal que o coloca do outro lado num ápice. Local muito agradável para pernoita, e para passear á noite.


História:


Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade.

A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul.

Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano.



Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos.

Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo. Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade.

Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária.



Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno. Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques.

Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando.





A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais. Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro.

O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros.

O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc.

Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos.



O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações.

No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário.



Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química.

Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações. Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna.



Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia.

Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.
Fonte:http://www1.ci.uc.pt/gfc/historia_coimbra.htm


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