Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

AuToCaRaVaNiStA

Portal AuToCaRaVaNiStA http://www.autocaravanista.pt Coordenador jbmendes

AuToCaRaVaNiStA

Portal AuToCaRaVaNiStA http://www.autocaravanista.pt Coordenador jbmendes

CAFÉ STª CRUZ - MOSTEIRO IGREJA S. JOÃO DAS DONAS - COIMBRA


Apontamento AuToCaRaVaNiStA:
Este edifício outrora Mosteiro da Igreja de S. João das Lampas ou de Santa Cruz, foi após a extinção das ordens religiosas transformado em vários tipos de estabelecimento comercial acabando por ser até aos dias de hoje local turístico de restauração e café, onde se podem de quando em vês desfrutar de uma sessão de fados de Coimbra como foi o caso, e logo com o mais simbólico fado " A despedida". Este édíficio tem portada de acesso à Igreja Matriz de Santa Cruz o monumento mais emblemático de Coimbra, uma espécie de Panteão Nacional já que estão alí sepultados os 2 primeiros Reis de Portugal, D. Afonso Henriques, e D. Sancho I.



             HISTÓRIA:
O café Santa Cruz é um local de visita obrigatória na cidade de Coimbra. Beber um chá ou um café no seu interior transforma-se num momento de repouso e contemplação. Eu diria: «como se estivessemos no interior de uma igreja». E na realidade é disso que se trata, estamos mesmo dentro da antiga igreja paroquial de São João das Donas ou de Santa Cruz . Fica anexa à igreja do mosteiro de Santa Cruz e possuía um porta de comunicação, entretanto fechada, entre as duas.

O espaço à esquerda corresponde à antiga zona do altar
O espaço ocupado pelo café tem planta rectangular e corresponde à nave da antiga igreja. Ao fundo existe ainda a zona da antiga capela mor, agora transformada em zona expositiva. Nos dois espaços conservaram-se os tectos em abóbada de nervuras.
A igreja foi obra de Diogo de Castilho que, em 7 de Abril de 1524 fora nomeado “mestre das obras dos paços reais” e que em 1533 era “mestre das obras de Santa Cruz”.
Diogo de Castilho era mestre da pedraria e foi um importante artista da renascença coimbrã que, juntamente com João de Ruão, exerceu a sua actividade nesta cidade.
??????????????????????????????????
Após a extinção das ordens religiosas o edifício, com fachada muito simples, foi afecto a várias actividades não seculares. Nele estiveram instaladas várias empresas como um depósito de materiais de construção, um armazém de ferragens, uma agência funerária e foi ocupado por uma esquadra de polícia, entre outras. ?
????Por iniciativa de Mário Pais, Adriano Ferreira da Cunha e Adriano Lucas o espaço foi adaptado a café-restaurante. A fachada foi alterada de acordo com o projecto do arquitecto Jaime Inácio dos Santos. Pela sua obra, que foi sobretudo importante na região de Aveiro, podemos constatar que era um defensor da Arte Nova. Para este espaço ele concebeu uma fachada neo-manuelina, com vitrais realizados pelos irmãos Almeida e por Afonso Pessoa. No interior foi colocado mobiliário em madeira, com mesas com tampo em mármore, de feitio hexagonal, e cadeiras em madeira com assento e costas em couro gravado. Mais tarde foram colocados paineís de madeira nas paredes, que se integram perfeitamente na restante decoração.

No dia 8 de Maio de 1923, em alegoria ao local onde se encontra, o Largo 8 de Maio (anteriormente Terreiro de Santa Cruz, Terreiro de Sansão, entre outros nomes), foi inaugurado, após grande polémica sobre esta nova adaptação.
Desde então lá está, mantendo a sua função de café-restaurante e de local de tertúlia e dando abrigo a turistas curiosos e naturais da cidade, rendidos à beleza do espaço.??????
Fonte: blog garfadas-on-line

Portal AuToCaRaVaNiStA:
www.autocaravanista.pt.vu - www.grupoautocaravanista.webs.com
Copyright AuToCaRaVaNiStA - by jbmendes

COIMBRA (CIDADE ANTIGA)

Apontamento AuToCaRaVaNiStA:


A partir da Area de Serviço para autocaravanas do parque verde da Cidade, bem junto ao parque da Canção, e muito perto de toda a envolvência Histórica e Urbana de Coimbra, poderá aceder a todas as áreas em circuito pedestre e com relativamente pouco esforço. A Area de Serviço para Autocaravanas de Coimbra (Vêr Slideshow na etiqueta Coimbra) encontra-se junto aos pavilhões nauticos a 50 metros do Rio Mondego, local equipado com parque de merendas e boas acessibilidades.

HISTÓRIA:


Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade. A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul. Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano. Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos. Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo.

Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade. Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária. Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno.

Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques. Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando. A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais.

Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro. O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros. O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc. Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos. O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX.

É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações. No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova. O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário. Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química. Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações.

Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna.

Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia. Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.

Fonte: portal da c.m. de Coimbra

Portal AuToCaRaVaNiStA:

www.autocaravanista.pt.vu - www.grupoautocaravanista.webs.com

COPYRIGHT AuToCaRaVaNiStA - by jbmendes

COIMBRA (CIDADE ANTIGA)

Apontamento AuToCaRaVaNiStA:


A partir da Area de Serviço para autocaravanas do parque verde da Cidade, bem junto ao parque da Canção, e muito perto de toda a envolvência Histórica e Urbana de Coimbra, poderá aceder a todas as áreas em circuito pedestre e com relativamente pouco esforço. A Area de Serviço para Autocaravanas de Coimbra (Vêr Slideshow na etiqueta Coimbra) encontra-se junto aos pavilhões nauticos a 50 metros do Rio Mondego, local equipado com parque de merendas e boas acessibilidades.

HISTÓRIA:


Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade. A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul. Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano. Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos. Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo.

Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade. Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária. Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno.

Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques. Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando. A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais.

Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro. O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros. O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc. Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos. O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX.

É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações. No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova. O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário. Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química. Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações.

Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna.

Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia. Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.

Fonte: portal da c.m. de Coimbra

Portal AuToCaRaVaNiStA:

www.autocaravanista.pt.vu - www.grupoautocaravanista.webs.com

COPYRIGHT AuToCaRaVaNiStA - by jbmendes

COIMBRA (CIDADE ANTIGA)

Apontamento AuToCaRaVaNiStA:


A partir da Area de Serviço para autocaravanas do parque verde da Cidade, bem junto ao parque da Canção, e muito perto de toda a envolvência Histórica e Urbana de Coimbra, poderá aceder a todas as áreas em circuito pedestre e com relativamente pouco esforço. A Area de Serviço para Autocaravanas de Coimbra (Vêr Slideshow na etiqueta Coimbra) encontra-se junto aos pavilhões nauticos a 50 metros do Rio Mondego, local equipado com parque de merendas e boas acessibilidades.

HISTÓRIA:


Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade. A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul. Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano. Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos. Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo.

Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade. Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária. Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno.

Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques. Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando. A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais.

Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro. O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros. O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc. Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos. O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX.

É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações. No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova. O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário. Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química. Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações.

Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna.

Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia. Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.

Fonte: portal da c.m. de Coimbra

Portal AuToCaRaVaNiStA:

www.autocaravanista.pt.vu - www.grupoautocaravanista.webs.com

COPYRIGHT AuToCaRaVaNiStA - by jbmendes

COIMBRA (CIDADE ANTIGA)







NOTA AuToCaRaVaNiStA:

A partir da Area de Serviço para autocaravanas do parque verde da Cidade, bem junto ao parque da Canção, e muito perto de toda a envolvência Histórica e Urbana de Coimbra, poderá aceder a todas as áreas em circuito pedestre e com relativamente pouco esforço. A Area de Serviço para Autocaravanas de Coimbra (Vêr Slideshow na etiqueta Coimbra) encontra-se junto aos pavilhões nauticos a 50 metros do Rio Mondego, local equipado com parque de merendas e boas acessibilidades.

HISTÓRIA:

Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade. A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul. Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano. Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos. Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo. Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade. Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária. Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno. Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques. Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando. A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais. Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro. O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros. O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc. Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos. O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações. No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova. O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário. Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química. Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações. Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna. Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia. Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.


Fonte: portal da c.m. de Coimbra
COPYRIGHT AuToCaRaVaNiStA

by jbmendes

COIMBRA (CIDADE ANTIGA)







NOTA AuToCaRaVaNiStA:

A partir da Area de Serviço para autocaravanas do parque verde da Cidade, bem junto ao parque da Canção, e muito perto de toda a envolvência Histórica e Urbana de Coimbra, poderá aceder a todas as áreas em circuito pedestre e com relativamente pouco esforço. A Area de Serviço para Autocaravanas de Coimbra (Vêr Slideshow na etiqueta Coimbra) encontra-se junto aos pavilhões nauticos a 50 metros do Rio Mondego, local equipado com parque de merendas e boas acessibilidades.

HISTÓRIA:

Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade. A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul. Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano. Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos. Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo. Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade. Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária. Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno. Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques. Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando. A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais. Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro. O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros. O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc. Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos. O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações. No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova. O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário. Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química. Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações. Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna. Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia. Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.


Fonte: portal da c.m. de Coimbra
COPYRIGHT AuToCaRaVaNiStA

by jbmendes

COIMBRA (CIDADE ANTIGA)







NOTA AuToCaRaVaNiStA:

A partir da Area de Serviço para autocaravanas do parque verde da Cidade, bem junto ao parque da Canção, e muito perto de toda a envolvência Histórica e Urbana de Coimbra, poderá aceder a todas as áreas em circuito pedestre e com relativamente pouco esforço. A Area de Serviço para Autocaravanas de Coimbra (Vêr Slideshow na etiqueta Coimbra) encontra-se junto aos pavilhões nauticos a 50 metros do Rio Mondego, local equipado com parque de merendas e boas acessibilidades.

HISTÓRIA:

Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade. A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul. Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano. Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos. Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo. Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade. Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária. Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno. Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques. Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando. A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais. Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro. O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros. O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc. Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos. O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações. No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova. O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário. Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química. Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações. Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna. Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia. Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.


Fonte: portal da c.m. de Coimbra
COPYRIGHT AuToCaRaVaNiStA

by jbmendes

COIMBRA (CIDADE ANTIGA)







NOTA AuToCaRaVaNiStA:

A partir da Area de Serviço para autocaravanas do parque verde da Cidade, bem junto ao parque da Canção, e muito perto de toda a envolvência Histórica e Urbana de Coimbra, poderá aceder a todas as áreas em circuito pedestre e com relativamente pouco esforço. A Area de Serviço para Autocaravanas de Coimbra (Vêr Slideshow na etiqueta Coimbra) encontra-se junto aos pavilhões nauticos a 50 metros do Rio Mondego, local equipado com parque de merendas e boas acessibilidades.

HISTÓRIA:

Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade. A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul. Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano. Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos. Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo. Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade. Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária. Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno. Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques. Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando. A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais. Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro. O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros. O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc. Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos. O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações. No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova. O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário. Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química. Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações. Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna. Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia. Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.


Fonte: portal da c.m. de Coimbra
COPYRIGHT AuToCaRaVaNiStA

by jbmendes

COIMBRA (CIDADE ANTIGA)







NOTA AuToCaRaVaNiStA:

A partir da Area de Serviço para autocaravanas do parque verde da Cidade, bem junto ao parque da Canção, e muito perto de toda a envolvência Histórica e Urbana de Coimbra, poderá aceder a todas as áreas em circuito pedestre e com relativamente pouco esforço. A Area de Serviço para Autocaravanas de Coimbra (Vêr Slideshow na etiqueta Coimbra) encontra-se junto aos pavilhões nauticos a 50 metros do Rio Mondego, local equipado com parque de merendas e boas acessibilidades.

HISTÓRIA:

Localizada na sua magnífica colina, em posição altiva, encontra-se a bela Coimbra, terra de história e tradição. A seus pés correm em calmaria as águas do Mondego, formando como que um espelho onde a cidade reflecte toda a sua graciosidade. A cidade viu crescer o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da frondosa colina da Alta que, além de fornecer uma excelente posição estratégica à cidade, constituía também um local de passagem quase obrigatório entre o Norte e o Sul. Relativamente à ocupação pré-histórica do burgo, permanece um silêncio inquietante. Continua-se no campo conjectural a que somente uma aturada investigação arqueológica poderá dar algumas certezas. Certezas essas que já encontramos no período romano. Aeminium - nome romano de Coimbra - tornou-se efectivamente uma cidade. O seu centro vital emanava do fórum, construído sobre uma plataforma que assentava num magnífico criptopórtico (pode ver-se esta espectacular obra de engenharia arquitectónica sob o actual Museu Nacional Machado de Castro). Além do fórum, sabe-se que o povoado viu emergir no seu perímetro urbano outros edifícios: arcos honoríficos, um aqueduto e, para gáudio dos espectadores das corridas de cavalos, embora as certezas nos escapem neste aspecto, um circo. Junto à via Olissipo- Braccara Augusta, actual Santa Cruz, é provável que se tenham construído umas termas ou banhos públicos. Os bárbaros haveriam de trazer com eles fortes perturbações, se bem que o esplendor da civilização romana tivesse atingido o seu termo. Os visigodos, meio romanizados, e sob os reinados de Recaredo, Liuva II, Sisebuto e Chintila, entre 586 e 640, conduziriam novamente a cidade, agora Emínio, ao equilíbrio e prosperidade. Em 711, os muçulmanos entram na Península e Coimbra não é esquecida. Transforma-se então sob o domínio árabe numa cidade mourisca e moçárabe. A vida decorre tranquilamente e, podemos dizer, que a região foi valorizada com esta presença de além-mar. Com efeito, a permanência destes homens de tez escura trouxe inovações importantes, não só ao nível da introdução de novas sementes e árvores, como nos próprios processos de cultivo e exploração agrária. Em 878 começam as primeiras tentativas de reconquista do território. O comando coube ao conde Hermenegildo Mendes que viu a glória esvanecer-se em fumo perante a grandiosa investida de Almançor em 987 para em 1064 ser, novamente, restituída aos cristãos chefiados por Fernando Magno. Coimbra renasce e transforma-se na cidade mais importante a sul do Douro e é capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. O conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela sua residência e, na segurança das suas muralhas, nasce aquele que viria ser o primeiro rei de Portugal - D. Afonso Henriques. Com efeito, parece que a qualidade a elegeu como berçoiro, senão vejamos: aqui nasceram também D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Afonso IV, D. Pedro I e D. Fernando. A política nacional teve aqui também lugar de eleição. Em Coimbra reúnem-se as cortes, sendo de destacar as de 1385 onde João das Regras - legitimamente ou não - leva ao trono D. João I, Mestre de Vais. Á cidade ficou também ligada a tragédia, tantas vezes cantada em verso, da morte de Inês de Castro. O Românico e o Gótico viriam a erguer em Coimbra construções de inegável beleza: Sé Velha, Santiago, S. Salvador, Santa Clara-a-Velha. Os artistas elegem Coimbra e aqui desfilam nomes como: Mestre Roberto, Domingos Domingues, Mestre Pero, Diogo Pires o Velho e o Moço, Diogo de Castilho e tantos outros. O século XVI trouxe a Coimbra a instalação definitiva da Universidade e a fundação de inúmeros colégios que funcionavam como alternativa ao ensino oficial. É de salientar também neste período, a renovação que se registou no mosteiro de Santa Cruz, sob a chefia e a visão culta de Frei Brás de Braga. O seu nome haveria de ficar ligado à abertura da Rua da Sofia, sua obra capital, onde se concentraram inúmeros colégios: de S. Miguel, de Todos-os-Santos, de S. Bernardo, do Carmo, da Graça, de S. Pedro, de S. Boaventura, etc. Estrangeiros há que nesta época trabalharam em Coimbra e a eles se deve as primícias da nova arte que então se fazia: Nicolau Chanterene, João de Ruão e Hodarte, são os mais significativos. O aspecto desta Coimbra de Quinhentos pouco irá mudar até finais do século XIX. É certo que novas casas, colégios, igrejas se edificarão, a Universidade crescerá, mas o traçado urbano sofrerá poucas alterações. No século XVII lançaram-se as primeiras pedras das igrejas dos Jesuítas (actual Sé Nova), de S. Bento e do mosteiro de Santa Clara-a-Nova. O reinado de D. João V deixou em Coimbra marcas que em muito a dignificaram: a torre da Universidade, a Biblioteca Joanina, o Parque de Santa Cruz e o início da construção do Seminário. Há que contar, contudo, com uma excepção: as reformas operadas por o Marquês de Pombal. Sob a orientação deste estadista, desaparecem as muralhas do castelo, cria-se o Jardim Botânico, rasga-se a praça que tem hoje o seu nome e riscam-se os edifícios do Museu de História Natural e o Laboratório de Química. Coimbra sentiu na centúria de Oitocentos profundas transformações. Numa primeira fase, sofre as agruras das Invasões Francesas aquando da ocupação da cidade por as tropas de Junot e Massena, posteriormente a guerra civil entre absolutistas e liberais e, na década de trinta, a extinção das ordens religiosas retirou à cidade grande parte das casas religiosas que então dispunha. Na segunda metade do século XIX, Coimbra recuperaria o alento perdido. 1856 traz-lhe o telégrafo eléctrico e a iluminação a gás, em 1864, é inaugurado o caminho-de-ferro e, em 1875, constrói-se a ponte férrea. Temos assim no final do século, uma cidade milenar que abraça o progresso da era moderna. Todavia o progresso, por vezes, paga-se caro e Coimbra pagou um preço imerecido. Já no nosso século, na década de 40, uma parte da história da cidade é irremediavelmente amputada. Com efeito, a destruição quase completa da Alta para edificação dos novos edifícios universitários retiraram a Coimbra muito da sua história, da sua tradição, da sua poesia. Actualmente, Coimbra não pára a sua marcha em prol do desenvolvimento e do progresso. Fazemos votos para que este progresso e o bem estar populacional não seja feito à custa de barbaridades como as que foram acima focadas e Coimbra possa olhar o futuro sem nunca tirar os olhos do seu passado e da sua história.


Fonte: portal da c.m. de Coimbra
COPYRIGHT AuToCaRaVaNiStA

by jbmendes

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais visitados

    Arquivo

    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2014
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2013
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2012
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2011
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2010
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2009
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2008
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2007
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2006
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D